Coronavírus: conheça a doença e veja como prevenir

Entenda o Coronavírus

O Coronavírus é uma família de vírus que causa infecções no sistema respiratório. Em 1937 foram registrados os primeiros casos do vírus, que logo foi isolado, e só em 1965 ele foi caracterizado como coronavírus, em decorrência da sua forma no microscópio que lembra uma coroa.

Apesar do coronavírus estar assustando grande parte da população mundial no momento, a maioria das pessoas se infectam com alguns coronavírus comuns ao longo da vida. Os coronavírus mais comuns que infectam seres humanos são o Alpha coronavíris 229E, NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Novo Coronavírus

Os médicos infectologistas da Sociedade Brasileira de Infectologia - SBI: Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Tânia do Socorro Souza Chaves, Dr. Clóvis Arns da Cunha e Dr. Alberto Chebabo elaboraram um documento em que explicam o novo agente do coronavírus(SARS-coV-2). O novo coronavírus foi descoberto no final de dezembro após primeiros casos registrado na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei.  Esse novo agente provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19), que é uma nova variante do vírus, até então não identificado em humanos, existiam apenas seis cepas conhecidas capaz de infectar humanos, incluindo o SARS-coV e MERS-Cov.

O novo coronavírus foi identificado em investigações epidemiológica e laboratorial, após casos de pneumonia sem causa aparente. Centenas de casos foram detectadosna China, depoisna Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Cingapura, Arábia saudita e Estados Unidos da América; em os todos os casos as pessoas estiveram em Wuhan.

Os coronavírus humanos podem permanecer infecciosos por até 9 dias em superfícies inanimadas. A Desinfecção de superfície com hipoclorito de sódio a 0,1% ou etanol 62 e 71% reduz significativamente a corona - infecciosidade do vírus em superfícies dentro de 1 minuto de tempo de exposição.

A origem do surto atual não está clarificada. Existe uma convicção que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan. 

Transmissão

As formas de transmissão do coronavírus ainda estão sendo investigadas, mas a contaminação por gotículas respiratórias ou contato já foramconfirmadas. O contato a cerca de 1 metro com alguém infectado já causa risco de exposição a infecção. É importante salientar que a disseminação de pessoa para pessoa acontece de forma continuada.

A sociedade Brasileira de Infectologia- SBI , informou que é possível a transmissão de animais para humanos. De acordo com a SBI, foram feitas investigações detalhadas, constatando que o SARS-CoV agente do coronavírus, pode ser transmitido de alguns animais para humanos, como: morcegos, aves, porcos, macacos, gatos, cães e roedores, entre outros.

Confira como pode ocorrer a transmissão pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas:

- gotículas de saliva;
- espirro;
- tosse;
- catarro;
- contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
- contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Tratamento

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Diagnóstico

Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias(escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).

É feita uma coleta de materiais respiratórios, sendo que é necessário a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus. As duas amostras serão encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen; umas das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e a outra para a análise de metagenômica).

Tratamento

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Sintomas

O coronavírus (SARS-CoV-2) ainda precisa de mais estudos para caracterizar de forma precisa, os sinais e sintomas da doença. Alguns sinais já foram identificados que são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais sintomas conhecidos até o momento são:

- Febre;
- Tosse;
- Dificuldade para respirar.

Febre acompanhada de sintomas respiratórios, ter viajado nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas para área de transmissão, ou ter tido contato próximo com um caso suspeito ou confirmado; procurar atendimento médico imediatamente e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas.

Tratamento 

Como a doença é nova não há vacinas até o momento, não existe um tratamento específico para infecções causadas pelos coronavírus humano. Recomenda-se repouso, consumo de bastante água, e remédios para aliviar os sintomas, por exemplo:

- Medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).

Prevenção

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
- Evitar contato próximo com pessoas doentes;
- Ficar em casa quando estiver doente;
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Casos no Brasil

O Ministério da Saúde informou neste sábado (14) que subiu de 98 para 121 o número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil. De acordo com os dados atualizados,  1.496 pessoas são monitoradas por suspeitas de estarem infectadas pelo novo coronavírus.

Os casos confirmados no Brasil estão divididos em 13 estados: São Paulo tem 65 registros; o Rio de Janeiro, 22; o Paraná, 6; o Rio Grande do Sul, 6; o Distrito Federal, 6; Santa Catarina, 4; Goiás, 3; Pernambuco, 2; a Bahia, 2; Minas Gerais, 2; o Rio Grande do Norte, 1; Alagoas, 1; e Espírito Santo, 1. Entre os casos suspeitos, apenas os estados do Amapá e de Roraima ainda não têm registro.

Os estados de  São Paulo e do Rio de Janeiro já registraram casos de transmissão comunitária de coronavírus. Esse tipo de transmissão ocorre quando as equipes de vigilância não conseguem mais mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais. A maioria, entretanto, ainda é de casos importados (pessoas contaminadas no exterior) e de transmissão local (por meio de contato com pessoas de casos importados).

Epidemia Global

A SBI - Sociedade Brasileira de Infectologia, informou que existe a possibilidade de um risco global, mas não há motivo para pânico neste momento. O Comitê de Emergência da OMS declarou que é cedo para declarar a situação como emergência em saúde pública de interesse internacional neste momento, devido ao número limitado e localizado de casos e pelas medidas que já estão sendo tomadas para que o surto não se espalhe.

O Professor de Epidemiologia da Escola de saúde pública da Universidade de Michigan (EUA), Arnold Monto, considerado um dos maiores especialistas do mundo em coronavívus, concedeu uma entrevista ao Estadão, alegando que, “o surto vai piorar antes de começar a melhorar.” De acordo com o especialista, o vírus deve se espalhar por vários países ainda - Já houve confirmação em pelo menos 64 países até agora, de acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS.

A pandemia já matou mais de 5.700 pessoas em 137 países desde dezembro e o número de contágios é, segundo dados oficiais, de 151.767 infectados.

O novo coronavírus superou neste sábado os 150 mil infectados em todo o mundo. Estados Unidos, Reino Unido, Colômbia, Rússia e vários países europeus intensificaram as medidas para atenuar o impacto da pandemia de coronavírus, provocando o fechamento de fronteiras e o confinamento de milhões de pessoas.

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