Prefeitura de Cascavel gasta até R$ 561 mil em contratação de transporte emergencial

A paralisação dos rodoviários de Cascavel, no Paraná, que vem desde 13 de outubro, levou a Transitar, autarquia que cuida do transporte e trânsito na cidade, a fornecer um serviço complementar, utilizando para isso veículos que operam no transporte escolar rural da cidade.

Como mostrou o Diário do Transporte, a autarquia precisou firmar um contrato emergencial com uma empresa que atua nesses serviços para complementar a frota do transporte urbano.

Por causa da greve, o número de ônibus em circulação foi reduzido de 112 para 73, gerando superlotação.

A Transitar informou nessa quinta-feira, 29 de outubro, que o contrato, com duração de 3 meses, poderá custar até R$ 561 mil para o município.

Os ônibus são da empresa Colibri, que já atua no transporte escolar rural, e segundo a Transitar estão efetuando embarques somente dentro dos terminais de transbordo. Já os desembarques são feitos ao longo do trajeto das linhas em atendendo.

A Divisão de Transporte justifica que o novo modelo de operação está sendo realizado para evitar aglomeração nos terminais de transbordo e dentro dos ônibus, medida necessária para respeitar os protocolos de distanciamento social durante a pandemia de coronavírus.

Em nota distribuída ontem, a Transitar afirma que o reforço será priorizado nas linhas com maior demanda “e conta com quinze veículos adicionais, que irão atender em horários de pico, de segunda a sexta-feira”.

GREVE

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Cascavel, interior do Paraná, teve início em 05 de outubro deste ano, mas foi suspensa com a normalização dos serviços no dia 06 por determinação judicial.

Como mostrou o Diário do Transporte, o desembargador do Trabalho Célio Horst Waldraff determinou uma frota de 65% e multa de R$ 70 mil por dia ao sindicato em caso de descumprimento, mas a categoria decidiu retomar integralmente as escalas atuais. Relembre: Transporte em Cascavel opera normalmente nesta terça (6) após liminar da justiça

No dia 13 de outubro, no entanto, a greve foi retomada, com 65% dos ônibus prestando serviço. Segundo a entidade trabalhista, os veículos que saíram às ruas estavam escalados já pelas tabelas de acordo com a pandemia.

Sem acordo ainda com as empresas que detêm a concessão do transporte municipal, a Pioneira e a Capital do Oeste, o movimento de protesto persiste.

Os trabalhadores reivindicam o recebimento do vale-alimentação, que está suspenso desde fevereiro, e o reajuste de 2,55% no salário.

O Sindicato dos Trabalhadores informa que a prefeitura fez a parte dela, autorizando o reajuste da tarifa no início do ano. Mas as empresas não repassaram para os funcionários.

As empresas, por seu lado, consideram a greve ilegal e inconsequente, com motivação política.

Com uma frota de 140 ônibus, as empresas Pioneira e Capital do Oeste atendem 72 linhas.

As empresas reclamam que as restrições por causa da pandemia derrubaram o número de passageiros a 40% do total, o que provocou prejuízo e impediu os aumentos para os trabalhadores.

Como mostrou o Diário do Transporte, em março os motoristas cruzaram os braços, mas no dia 17 daquele mês, o sindicato que representa os trabalhadores da categoria decidiu suspender a mobilização em função da necessidade de prevenção do contágio do novo coronavírus.

Na ocasião, os trabalhadores pediam reajuste de 33% no Vale-Alimentação, que foi negado pelas empresas que operam na cidade e correção dos índices inflacionários.

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